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Venho
do mar
Venho do
mar
e dos
ares
de
todos os bares
colares
e orelhas
Estou
na
música do mundo
no
raro
raso
fundo
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Todo ser
que se permite
Todo ser
que se permite
diferente
tem
um tom consciente
que
parece objetivo
Todo
ser que de tão complexo
Acaba
sendo conciso
Acaba
levando consigo
As
sensações dos vários em que consiste
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Todo ser
quase pleno
Todo ser
quase pleno
é
consciente do que lhe foi ameno
ou
convulsivo
Tudo
o que fui a menos
eu
somatizo
a subtração
é
uma adição subjetiva
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Se persisto
Se persisto
cresço
teço
cordas
que
me elevam
peço
hordas
de
pensamentos
seguros
pulo
normas
atravesso muros
disparo
flashes
de
consciência
trechos
de sabedoria
invadem
hormônios
homônimos
são
todos
que sentem
calmas
luzes que aquecem
fracas
vozes que se dizem e despem
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Sou postigo
Sou postigo
castiçal
castigo
É
postiço
esse
tempo que voa
à
toa
Uma
proa
que
persigo,
consigo
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Tecer
nós
Tecer nós
Amarrando
laços
Entre
os muitos
Que
somos
Tecer-nos
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